CRIDEM

O CRIDEM – Concurso Nacional de Obras de Expressão Plástica de Pessoas com Deficiência Intelectual é uma iniciativa da APPACDM do Porto e que contou com 13 edições até 2006, ano em que este certame foi interrompido. Dez anos depois, em 2016, através do apoio da Fundação Manuel António da Mota e da Fundação Montepio, foi reeditada a sua realização.

A bienal CRIDEM – Concurso Nacional de Obras de Expressão Plástica de Pessoas com Deficiência Intelectual retoma uma iniciativa que deixou uma marca indelével e de grande notoriedade e prestígio nas treze edições anteriores entre as instituições ligadas à deficiência, e os artistas e as suas obras, verdadeiros protagonistas do certame.

O CRIDEM consiste num concurso aberto a cidadãos com deficiência intelectual que frequentam as instituições que lhes dão apoio, desenrolando-se em várias formas de expressão artística como a pintura, desenho, escultura, tapeçaria e outras manifestações artísticas no domínio das artes plásticas e decorativas. 
As obras a concurso são expostas na sala de exposições da Fundação, onde decorre igualmente a cerimónia de entrega de prémios, fazendo depois uma itinerância pelos espaços da Fundação Montepio e pelo país.

Na plenitude do exercício dos seus direitos e sem embargo das limitações que lhe são naturalmente impostas, ao cidadão deficiente devem ser asseguradas as condições para participar em todas as dimensões da vida pública em igualdade de oportunidades com os demais.

O direito ao acesso e fruição dos bens culturais e à criação cultural, constituem verdadeira emanação do princípio da igualdade de oportunidades e veículo privilegiado da sua inserção plena na vida em sociedade.

No domínio cultural, a expressão artística é, por excelência, um espaço de liberdade e de manifestação idiossincrática da ipseidade individual, sendo por isso, para muitos, condição essencial ao seu desenvolvimento como pessoas, legando algo de seu ao mundo e aos outros e transformando em ato o potencial criativo que cada um tem dentro de si.

Ora pela sua dimensão simbólica, convocando sentimentos e emoções, ora exprimindo um particular ethos cultural, como catalisadora de valores, crenças e atitudes, ora como alternativa ao racionalismo mecanicista do mundo contemporâneo, ora como reação às imposições mais castradoras do conformismo social, é pela arte que muitas vezes exprimimos o que somos, sentimos e queremos.

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