Num ano marcado por um clima de turbulência e incerteza à escala global, está de regresso o Prémio Manuel António da Mota, cuja 1ª edição remonta a 2010.
No plano internacional, a ordem liberal internacional vigente nas últimas décadas parece estar a dar lugar a uma nova ordem multipolar dominada pelas grandes potências, que repartem entre si zonas de influência, impondo unilateralmente os seus próprios interesses.
Esta mudança de paradigma coloca as nações europeias numa situação de visível fragilidade em matéria de segurança e defesa, o que certamente implicará uma redefinição de prioridades nestes domínios em busca de uma maior autonomia estratégica, com todas as consequências que isso possa envolver nas opções orçamentais dos vários países, suscetíveis de porem em risco o modelo social europeu e os níveis de bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos.
Perante estas circunstâncias, defender a democracia, o primado do estado de direito e os valores e princípios fundamentais consagrados na constituição da república, devem constituir para Portugal um dever que a todos interpela.
O país mudou muito nas últimas décadas.
Os progressos alcançados nos domínios económico e social são para toda a comunidade nacional motivo de justificado regozijo.
Importa por isso batermo-nos por aquilo que alcançamos, sem perdermos de vista os desafios que ainda temos pela frente.
O envelhecimento da população, as dificuldades sentidas no serviço nacional de saúde, a crise da habitação, a melhoria dos nossos indicadores educativos, as oportunidades de qualificação e emprego que devem ser dadas aos nossos jovens, a modernização do aparelho de estado, a valorização do interior e a coesão territorial, os avanços na área da digitalização e as preocupantes questões ambientais que a todos afetam, figuram entre os problemas mais ingentes do tempo que vivemos.
Queremos pois estar associados a este esforço coletivo e permanente, contribuindo para um país mais justo e solidário.
Na 17ª edição em 2026, sob o lema “Sempre Solidários”, o prémio irá distinguir as instituições que se notabilizem na luta contra a pobreza e exclusão social, acolhimento e integração de migrantes e refugiados, valorização do interior e coesão territorial, saúde, educação, emprego, apoio à família, inovação e
empreendedorismo social, inclusão e transição digital e tecnológica e transição climática.
Pelo décimo sétimo ano consecutivo, a Fundação Manuel António da Mota e a TSF-Rádio Notícias formalizaram uma parceria para a divulgação do Prémio e das iniciativas que lhe são inerentes.
Concorra por si, por nós, por todos!
