EDIÇÃO EM CURSO

A Fundação Manuel António da Mota institui anualmente o “Prémio Manuel António da Mota” distinguindo organizações que se destaquem nos vários domínios da sua atividade.

2022 PORTUGAL JUSTO

Prémio Manuel António da Mota – 13ª Edição

INTRODUÇÃO

A Fundação Manuel António da Mota institui anualmente o “Prémio Manuel António da Mota” distinguindo organizações que se destaquem nos vários domínios da sua atividade. 

O surto epidémico provocado pela Covid-19 converteu-se numa pandemia à escala global.
A pronta e massiva mobilização da comunidade médica e científica internacional permitiu encontrar formas de mitigar os efeitos da doença, conduzindo à descoberta, em tempo recorde, de um conjunto de vacinas.

Apesar destes importantíssimos avanços e das campanhas de vacinação, as sucessivas vagas da doença e o aparecimento de novas variantes do vírus foram responsáveis por mais de 6 milhões de mortes no mundo inteiro.

Dois anos e meio volvidos sobre o início da pandemia, ainda não debelada, existe a probabilidade séria de a Covid-19 se tornar uma enfermidade endémica requerendo vigilância apertada e permanente, tornando bem patente a importância e centralidade da saúde na nossa vida.

Para além da perda de vidas humanas e do impacto significativo na vida pessoal e social a atividade económica foi severamente atingida pela pandemia, só dando sinais de visível recuperação em 2021.

A crise económica motivou alterações significativas no mundo do trabalho, na dinâmica do emprego e nas condições de vida de muitas pessoas e famílias, afetou com especial agudeza os segmentos mais desfavorecidos da população, aumentou o risco de pobreza e acentuou as desigualdades.

O sistema educativo viu profundamente alteradas as suas condições de funcionamento em todos os níveis de escolaridade, com reflexos negativos nas aprendizagens e obrigando ainda a refletir sobre a sua conceção e metodologias numa era de transição digital e tecnológica.

No quadro da União Europeia instituições e governos desencadearam programas e medidas de combate à crise pandémica.

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o Novo Quadro Financeiro Plurianual (2021-2027) são instrumentos fundamentais na superação da crise, num contexto de grande volatilidade e incerteza.

A guerra na Ucrânia, para além das deploráveis consequências humanitárias e de obrigar a refletir sobre o posicionamento estratégico dos países da União Europeia em matéria de segurança e defesa do espaço comum, veio acrescentar novos fatores de risco ou acentuar tendências já existentes no plano económico suscetíveis de comprometerem o crescimento e a recuperação pós-pandemia, com o agravamento crescente de preços, tensões inflacionistas e a ameaça de estagflação.

Paralelamente tem vindo a assistir-se à maior crise migratória das últimas décadas, perante as centenas de milhares de cidadãos ucranianos que fogem da guerra e buscam refúgio e proteção nos países vizinhos.

Estes tempos excecionais em que vivemos em matéria de saúde e segurança não devem contudo fazer esquecer a importância do pilar ambiental, conforme ficou bem patente na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) realizada em novembro de 2021 em Glasgow e que veio reforçar a importância do ambiente nos planos de recuperação dos países do arco europeu, dimensão já inscrita nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e indissociável da sua concretização.

Num contexto de ameaça à paz e à segurança no espaço europeu e em que a crise pandémica está ainda por resolver, Portugal e o novo governo estão colocados perante desafios muito exigentes, apelando à concertação de esforços de todos os quadrantes para defendermos o desenvolvimento do país e continuarmos a trilhar os caminhos do progresso, aproximando-nos dos padrões dos nossos congéneres europeus.

É por isso essencial que todos – estado, cidadãos, empresas, economia social e sociedade civil organizada – saibamos preservar os valores e os direitos fundamentais dos cidadãos.

Em domínios essenciais como a educação, a saúde e o emprego, promovendo o crescimento económico inteligente, sustentável e inclusivo, reforçando a coesão social e territorial, apostando decisivamente na valorização do interior e na redução das assimetrias regionais, defendendo o estado social, combatendo a pobreza, a exclusão e as desigualdades, afrontando os grandes desafios colocados pelas alterações climáticas e por toda uma vasta gama de problemas e questões ambientais que, no seu conjunto, constituem uma verdadeira ameaça existencial.

Na sua 13ª edição em 2022 o Prémio Manuel António da Mota, sob o lema “Portugal Justo”, distinguirá as instituições que se notabilizem na luta contra a pobreza e exclusão social, acolhimento e integração de migrantes e refugiados, valorização do interior e coesão territorial, saúde, educação, emprego, apoio à família, inovação e empreendedorismo social, inclusão e transição digital e tecnológica e transição climática.

Concorra por si, por nós, por todos!

Candidaturas abertas ao Prémio MAM